ESCREVO MUITO E NEM TUDO TEM A VER COM O MOVIMENTO NACIONAL DA LUTA ANTI-MANICOMIAL. TEM SIM A HAVER COM O MEU MOVIMENTO ANTI-MANICOMIAL, AQUELA LUTA INTERIOR DE CADA UM PRA NÃO ENLOUQUECER, PRA NÃO DESABAR A CADA TOMBO QUE A VIDA DÁ, PRA PARECER "NORMAL"...
ENTÃO ESCREVO. E CANTO. E AMO.
LÁ NO MEU BLOG (QUE MAL SEI MANEJAR, EU, ANALFANET) ESTÁ A MINHA LUTA...QUEM QUISER COMPARTILHAR, SERÁ BEM VINDO!rosangelabarrenha.blogspot.com
UTOPIA
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
OUTRA HISTÓRIA...PRA PENSAR NA LEI DO ATO MÉDICO
CORAÇÃO NEGRO
Nunca acreditei no capeta.
Naquele dia, vi nosso colega do plantão chegar agitado.
Homem culto, estudado, procurava sempre fazer seu trabalho da melhor forma possível.
É bem verdade que tinha ás vezes surtos incontroláveis de ira, mas já fechara seu próprio diagnóstico: BIPOLAR.
Talvez por isso mantivesse quatro empregos em cidades diferentes, arriscando a vida na estrada todos os dias.
Já estávamos habituados á montanha-russa de seu humor, visto não haver outro jeito; nem o chefe conseguia afastá-lo.
Tinha bom relacionamento com políticos e fama de ser bom clínico.
Ninguém lhe era indiferente: seus pacientes o odiavam ou idolatravam-no.
Os colegas não-médicos temiam-no pois nunca perdia chance de gritar .
Suas ex-mulheres contavam estórias estranhas.
Aos seus pares, jamais admitia erros: pois que então queriam ensinar o padre-nosso ao vigário?
Orgulhava-se das vidas que salvara ao longo da carreira.
No café, perdia-se em detalhes técnicos que não compreendíamos, contando “daquela” traqueostomia na senhora do Ferradura Mirim; ou da vez em que...
O café esfriava em cima da mesa até a sirene da próxima ambulância fazê-lo sair como doido pelo corredor.
Naquele dia não foi assim.
Chegou taciturno, mãos suando, camisa desalinhada.
Parecia abstinente das drogas costumeiras que o faziam dormir nas 2 horas de repouso permitidas e das outras que o mantinham alerta durante o plantão.
Fechou-se no quarto de conforto médico.
O colega assumiu sem muitas perguntas.
Parecia daqueles dias em que o calor é tanto que o ar pesa em prenúncio de tempestade: sente-se o seu cheiro mesmo com o céu limpo e o sol escaldante.
Eu sentia que algo estava para acontecer sem saber o que.
Como num filme já assistido, ouví a sirene da ambulância e corri para ajudar.
A Kombi vomitou de suas entranhas o velho Raul: bêbado contumaz,era freguês do Pronto-Socorro dia-sim-dia-não e vítima predileta de meu colega, pois lembrava-lhe o próprio pai alcoólatra.
Afinal, tornara-se médico na inútil esperança de curá-lo.
Como morrera vomitando o próprio fígado, meu colega esperava então puni-lo - simbolicamente - através de todos os pobres diabos que lhe apareciam á frente.
Senti um frio na espinha: sabia que não era um bom dia para Raul.
Entrou xingando a enfermeira tão alto que arrancou seu algoz do esconderijo.
“- Deixa comigo”.O médico saiu do conforto como para uma batalha.
Todos afastaram-se para não presenciar o suplício de Raul - disfarçado de lavagem estomacal, aplicação de medicamentos desnecessários e o inútil sermão de duas horas que nosso colega lhe pregava como o lamento do menino que um dia foi.
Seus olhos neste dia pareciam duas contas avermelhadas, tamanha a raiva pelo mendigo.
Raul, ao vê-lo, arregalou os olhos e a bocarra sem dentes de forma inusitada.
Parecia preso em espanto, engasgado mais com o próprio medo que com a cachaça.
Pulava feito frango destroncado e não havia quem ou o que o segurasse á maca, irritando mais ainda ao doutor.
Em um monólogo de doido, atado á cama, balbuciava coisas desconexas em mau português: Vem " - pra mim e deixe-o em paz! Sai, capeta, deixe-o em paz!”
Olhava como que através do médico, nem o Haldol fazia efeito.
Meu colega mandou dobrar a prescrição, com raiva do infeliz.
Quando rompeu as amarras e atracou-se com meu colega, tivemos a nítida impressão de que não queria feri-lo, mas abraçá-lo.
“Me matas e eu te salvo, filho do cão! Não acredita, não acredita? É o capeta e você não acredita!Eu te livrei do caminhão na estrada e você não acredita?”
Em fúria, foi jogado ao chão.
Morreu ali mesmo, convulsionando.
Meia hora depois meu colega teve uma crise nervosa e vomitou as tripas.
Disse a quem quisesse ouvir, chorando, que acabara de escapar de um terrível acidente na estrada vindo para o trabalho: um caminhão sem freios quase o esmagou.
Foi sua última crise.
Hoje é espírita e melhorou muito... ROSE
Nunca acreditei no capeta.
Naquele dia, vi nosso colega do plantão chegar agitado.
Homem culto, estudado, procurava sempre fazer seu trabalho da melhor forma possível.
É bem verdade que tinha ás vezes surtos incontroláveis de ira, mas já fechara seu próprio diagnóstico: BIPOLAR.
Talvez por isso mantivesse quatro empregos em cidades diferentes, arriscando a vida na estrada todos os dias.
Já estávamos habituados á montanha-russa de seu humor, visto não haver outro jeito; nem o chefe conseguia afastá-lo.
Tinha bom relacionamento com políticos e fama de ser bom clínico.
Ninguém lhe era indiferente: seus pacientes o odiavam ou idolatravam-no.
Os colegas não-médicos temiam-no pois nunca perdia chance de gritar .
Suas ex-mulheres contavam estórias estranhas.
Aos seus pares, jamais admitia erros: pois que então queriam ensinar o padre-nosso ao vigário?
Orgulhava-se das vidas que salvara ao longo da carreira.
No café, perdia-se em detalhes técnicos que não compreendíamos, contando “daquela” traqueostomia na senhora do Ferradura Mirim; ou da vez em que...
O café esfriava em cima da mesa até a sirene da próxima ambulância fazê-lo sair como doido pelo corredor.
Naquele dia não foi assim.
Chegou taciturno, mãos suando, camisa desalinhada.
Parecia abstinente das drogas costumeiras que o faziam dormir nas 2 horas de repouso permitidas e das outras que o mantinham alerta durante o plantão.
Fechou-se no quarto de conforto médico.
O colega assumiu sem muitas perguntas.
Parecia daqueles dias em que o calor é tanto que o ar pesa em prenúncio de tempestade: sente-se o seu cheiro mesmo com o céu limpo e o sol escaldante.
Eu sentia que algo estava para acontecer sem saber o que.
Como num filme já assistido, ouví a sirene da ambulância e corri para ajudar.
A Kombi vomitou de suas entranhas o velho Raul: bêbado contumaz,era freguês do Pronto-Socorro dia-sim-dia-não e vítima predileta de meu colega, pois lembrava-lhe o próprio pai alcoólatra.
Afinal, tornara-se médico na inútil esperança de curá-lo.
Como morrera vomitando o próprio fígado, meu colega esperava então puni-lo - simbolicamente - através de todos os pobres diabos que lhe apareciam á frente.
Senti um frio na espinha: sabia que não era um bom dia para Raul.
Entrou xingando a enfermeira tão alto que arrancou seu algoz do esconderijo.
“- Deixa comigo”.O médico saiu do conforto como para uma batalha.
Todos afastaram-se para não presenciar o suplício de Raul - disfarçado de lavagem estomacal, aplicação de medicamentos desnecessários e o inútil sermão de duas horas que nosso colega lhe pregava como o lamento do menino que um dia foi.
Seus olhos neste dia pareciam duas contas avermelhadas, tamanha a raiva pelo mendigo.
Raul, ao vê-lo, arregalou os olhos e a bocarra sem dentes de forma inusitada.
Parecia preso em espanto, engasgado mais com o próprio medo que com a cachaça.
Pulava feito frango destroncado e não havia quem ou o que o segurasse á maca, irritando mais ainda ao doutor.
Em um monólogo de doido, atado á cama, balbuciava coisas desconexas em mau português: Vem " - pra mim e deixe-o em paz! Sai, capeta, deixe-o em paz!”
Olhava como que através do médico, nem o Haldol fazia efeito.
Meu colega mandou dobrar a prescrição, com raiva do infeliz.
Quando rompeu as amarras e atracou-se com meu colega, tivemos a nítida impressão de que não queria feri-lo, mas abraçá-lo.
“Me matas e eu te salvo, filho do cão! Não acredita, não acredita? É o capeta e você não acredita!Eu te livrei do caminhão na estrada e você não acredita?”
Em fúria, foi jogado ao chão.
Morreu ali mesmo, convulsionando.
Meia hora depois meu colega teve uma crise nervosa e vomitou as tripas.
Disse a quem quisesse ouvir, chorando, que acabara de escapar de um terrível acidente na estrada vindo para o trabalho: um caminhão sem freios quase o esmagou.
Foi sua última crise.
Hoje é espírita e melhorou muito... ROSE
PEDAÇOS DO MEU LIVRO
SER PSICÓLOGO NÃO É FÁCIL...QUEM OUVE HISTÓRIAS E ESTÓRIAS HÁ 25 ANOS, ÁS VEZES NEM TEM TEMPO DE VIVER.ÁS VEZES VIVE ATRAVÉS DO OUTRO, ESPELHO DE NOSSA PRÓPRIA ALMA.PRA NÃO PIRAR, ESCREVO.
SÃO "HISTÓRIAS DE QUEM GOSTA DE OUVIR", UM DIA AINDA VIRA LIVRO!
ESTOU EM LICENÇA MÉDICA HÁ 15 DIAS, DEPOIS DE UMA QUEDA FEIA E A INTERNET TEM SIDO MINHA ÚNICA ATIVIDADE.
POSTO HOJE ENTÃO UMA CRÔNICA QUE TEM TUDO A HAVER.
desamor@internet.com.br
Á amiga recém-conquistada, contou em manhã de abril que divorciara-se por falta de libido.
O marido, funcionário federal, sempre lhe dera de tudo, menos adrenalina.
Perderam a juventude digladiando-se longe dos filhos até ele começar a beber.
Sabia-se insincera, ele também.Odiava suas cobranças, por isso fingia orgasmos - e ele fingia acreditar.
A filha denunciava sua perda de viço com peculiar maldade adolescente e nem assim tinha coragem de recomeçar: acomodava-se á gordura e ao sexo anêmico e sem prazer.
Aos 40, por puro enfado, quis fazer um curso de massagem estética.
O marido enciumou-se: pois não teria clientes homens? Não, mas gostou da novidade e teimou no curso.A primeira aula prática mudou sua vida: viu, em febre, o professor gay tocar com tamanha solenidade e delicadeza as costas de uma cliente-cobaia que quase desmaiou.
A simples possibilidade de tocar um centímetro de pele humana sem os rituais a que estava habituada aterrorizou-a a ponto de adoecer.Sede de vida.
Viveu meses num fascínio doido, sonhos estranhos que se interrompiam com gritos na madrugada.
Danou-se a ver filmes escondido até que o marido comprou-lhe um computador como incentivo a uma possível volta aos estudos de segundo grau.
Se nunca fora boa dona-de-casa, aí é que desinteressou-se de tudo mesmo.
Alcoólatra a seco, bebia agora INTERNET.
E comia.
Alucinada por fantasias e explodindo de solidão, devorava todos os biscoitos da casa a bordo do Pentium turbinado.
Disputava aos sopapos a posse do mouse com o filho de14 anos.
O marido - que a esta altura bebia mais e arranjara uma amante - implorava, por pura solidariedade humana, que voltasse ao mundo dos vivos.Em vão.
Acabou por separar-se dela deixando-lhe tudo, inclusive os filhos. Estes, preocupados, telefonavam diariamente relatando a loucura da mãe, que falava sozinha e se comunicava com estranhos pela Internet o dia todo.
Nunca mais saiu de casa, até as compras ficaram por conta deles.
Na formatura da filha encontraram-se no jantar onde finalmente brigaram por pequenas e antigas bobagens. Em acesso de raiva confessou, rancorosa: “Nunca senti desejo por você”, jogou-lhe na cara. - ”Só agora sou feliz”.
Voltou para casa pisando torto nos saltos aos quais não se acostumava, entrou no escritório como uma rainha vitoriosa e lá morreu de overdose de vida.
Foi encontrada no dia seguinte pelos filhos totalmente morta e ensanguentada.
Cortara os pulsos com a taça de champanhe quebrada.No computador.
ROSE
SÃO "HISTÓRIAS DE QUEM GOSTA DE OUVIR", UM DIA AINDA VIRA LIVRO!
ESTOU EM LICENÇA MÉDICA HÁ 15 DIAS, DEPOIS DE UMA QUEDA FEIA E A INTERNET TEM SIDO MINHA ÚNICA ATIVIDADE.
POSTO HOJE ENTÃO UMA CRÔNICA QUE TEM TUDO A HAVER.
desamor@internet.com.br
Á amiga recém-conquistada, contou em manhã de abril que divorciara-se por falta de libido.
O marido, funcionário federal, sempre lhe dera de tudo, menos adrenalina.
Perderam a juventude digladiando-se longe dos filhos até ele começar a beber.
Sabia-se insincera, ele também.Odiava suas cobranças, por isso fingia orgasmos - e ele fingia acreditar.
A filha denunciava sua perda de viço com peculiar maldade adolescente e nem assim tinha coragem de recomeçar: acomodava-se á gordura e ao sexo anêmico e sem prazer.
Aos 40, por puro enfado, quis fazer um curso de massagem estética.
O marido enciumou-se: pois não teria clientes homens? Não, mas gostou da novidade e teimou no curso.A primeira aula prática mudou sua vida: viu, em febre, o professor gay tocar com tamanha solenidade e delicadeza as costas de uma cliente-cobaia que quase desmaiou.
A simples possibilidade de tocar um centímetro de pele humana sem os rituais a que estava habituada aterrorizou-a a ponto de adoecer.Sede de vida.
Viveu meses num fascínio doido, sonhos estranhos que se interrompiam com gritos na madrugada.
Danou-se a ver filmes escondido até que o marido comprou-lhe um computador como incentivo a uma possível volta aos estudos de segundo grau.
Se nunca fora boa dona-de-casa, aí é que desinteressou-se de tudo mesmo.
Alcoólatra a seco, bebia agora INTERNET.
E comia.
Alucinada por fantasias e explodindo de solidão, devorava todos os biscoitos da casa a bordo do Pentium turbinado.
Disputava aos sopapos a posse do mouse com o filho de14 anos.
O marido - que a esta altura bebia mais e arranjara uma amante - implorava, por pura solidariedade humana, que voltasse ao mundo dos vivos.Em vão.
Acabou por separar-se dela deixando-lhe tudo, inclusive os filhos. Estes, preocupados, telefonavam diariamente relatando a loucura da mãe, que falava sozinha e se comunicava com estranhos pela Internet o dia todo.
Nunca mais saiu de casa, até as compras ficaram por conta deles.
Na formatura da filha encontraram-se no jantar onde finalmente brigaram por pequenas e antigas bobagens. Em acesso de raiva confessou, rancorosa: “Nunca senti desejo por você”, jogou-lhe na cara. - ”Só agora sou feliz”.
Voltou para casa pisando torto nos saltos aos quais não se acostumava, entrou no escritório como uma rainha vitoriosa e lá morreu de overdose de vida.
Foi encontrada no dia seguinte pelos filhos totalmente morta e ensanguentada.
Cortara os pulsos com a taça de champanhe quebrada.No computador.
ROSE
AOS AMIGOS E COLABORADORES: INFORMAMOS A GRADE DE ATIVIDADES QUE ESTÁ SENDO DESENVOLVIDA NO CENTRO COMUNITÁRIO DO GEISEL (RUA ANTHERO DONINNI, QUADRA 1 - AO LADO DA ESCOLA E DO POSTO DE SAÚDE).ESTAS ATIVIDADES COMPÕEM O PROJETO REDE DE TALENTOS DA NOSSA ASSOCIAÇÃO LOUCOS POR ALEGRIA.O PROJETO EXISTE HÁ 9 ANOS E JÁ FOI DESENVOLVIDO NA VILA INDEPENDENCIA, NO JARDIM PROGRESSO, NO PARQUE UNIÃO E NA BELA VISTA (NESTA, TOTALMENTE GRATUITO).ESTAMOS AGORA FAZENDO PARCERIA COM A A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO GEISEL, UNESP E EMPRESAS PRIVADAS PARA OFERECER Á COMUNIDADE CURSOS E ATIVIDADES MINISTRADOS POR PESSOAS TALENTOSAS E QUE PRECISEM TRABALHAR OU AUMENTAR SUA RENDA, REVITALIZANDO UM ESPAÇO PÚBLICO, A UM PREÇO ACESSIVEL.COM ISTO, PRETENDEMOS FAZER PREVENÇÃO EM SAÚDE MENTAL:LAZER, CULTURA, ATIVIDADES FÍSICAS, APRENDIZAGEM E TREINAMENTO DE HABILIDADES NOVAS, DESENVOLVIMENTO DE CRIATIVIDADE E SENSO CRÍTICO, MAIOR SOCIALIZAÇÃO EM UM AMBIENTE SAUDÁVEL, VALORIZAÇÃO DOS TALENTOS DA COMUNIDADE, UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE UM PRÉDIO QUE É DE TODOS...ISTO TUDO É CIDADANIA, SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA!È A CRIAÇÃO DE UMA REDE DE PROTEÇÃO NA COMUNIDADE PARA CRIANÇAS, ADOLESCENTES, MULHERES, IDOSOS, DESEMPREGADOS E TODO CIDADÃO QUE SE ENCONTRA EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE!PEDIMOS A COLABORAÇÃO DE TODOS DIVULGANDO O PROJETO, PARTICIPANDO DOS CURSOS, FEQUENTANDO OS MUTIRÕES, FESTAS E BRECHÓS BENEFICIENTES.ENTÃO LÁ VAI, ANOTEM: SEGUNDA-FEIRA: 17:30 HORAS - CURSO DE KUNG FU COM O INSTRUTOR JONAS MOREIRA 20:00 HORAS - CURSO DE DANÇA DE SALÃO COM A PRF. VIVIANE MACHADO TERÇA-FEIRA: 14:30 HORAS - BALÉ CLÁSSICO E COMTEMPORÂNEO COM A PROF. CHIARA VALVERDE ZANOTTI 17:30 HORAS - NOVAMENTE KUNG FU COM PRF JONAS MOREIRA 20:00 HORAS - DANÇA DE SALÃO COM PROF. VIVIANE MACHADO(TURMA 2) (JÁ ESTÁ BOMBANDO!) QUARTA-FEIRA: 15:00 HORAS - OFICINAS DE ARTESANATO (VÁRIOS MONITORES - AINDA NÃO INICIOU) 18:30 HORAS - BALÉ CLÁSSICO PARA CRIANÇAS DE 5 A 7 ANOS, COM A PROF. ANDRÉA CARVALHO 20:00 HORAS - BALÉ CLÁSSICO PARA CRIANÇAS DE 8 A 10 ANOS COM A MESMA PROFESSORA QUINTA - FEIRA: 14:30 HORAS - BALÉ CLÁSSICO E COMTEMPORÂNEO PARA ADULTOS COM PRF. CHIARA VALVERDE ZANOTTI 16:00 HORAS - CURSO DE DANÇA DO VENTRE COM A PROFA. ROSÂNGELA DE LIMA 20:00 HORAS - CURSO DE DANÇA DO VENTRE COM A MESMA PROFESSORA SEXTA-FEIRA 19:00 HORAS - CURSO DE BALÉ CLÁSSICO E CONTEMPORÂNEO PARA ADOLESCENTES -PRF. ANDRÉA CARVALHO SÁBADO 10:00 HORAS - ATIVIDADE DE FISIOTERAPIA PREVENTIVA COM A FISIOTERAPEUTA MICHELE DO CARMO OS INTERESSADOS PODE FAZER SUA PRÉ-INSCRIÇÃO NA BIBLIOTECA RAMAL DO BAIRRO COM O VALTINHO (RUA ALZIRO ZARUR), OU NO PRÓPRIO CENTRO COMUNITÁRIO. O INVESTIMENTO É DE 15 REAIS POR MÊS POR CURSO. CASO QUEIRA ASSOCIAR-SE Á ONG, PODERÁ GOZAR DE DESCONTOS (SE FIZER MAIS DE UM CURSO) E PARTICIPAR DAS OUTRAS ATIVIDADES QUE OFERECEMOS, COMO O CINE-CLUBE, OS SARAUS ARTISTICOS E ORIENTAÇÃO JURÍDICA (A INICIAR-SE EM OUTUBRO). OS COLABORADORES PODERÃO AUXILIAR COM A DOAÇÃO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO PARA TERMINARMOS A REFORMA DO PRÉDIO, COMO: VIDROS, ESPELHOS, TINTA, ROLOS E PINCEIS, REVESTIMENTOS, FECHADURAS, ROUPAS, CALÇADOS E UTENSÍLIOS USADOS PARA O NOSSO BRECHIC (BRECHÓ PERMANENTE) E ESPECIALMENTE NA IMPRESSÃO DE MATERIAIS DIVERSOS COMO FOLHETOS E CAMISETAS. EM CONTRAPARTIDA, DAREMOS TODA A PUBLICIDADE POSSIVEL AOS PATROCINADORES. TAMBÉM ESTAMOS ESTRUTURANDO O PROJETO "RECREARTE" NO PERÍODO DA MANHÃ PARA CRIANÇAS DE 8 A 12 ANOS, COM TEATRO, REFORÇO ESCOLAR, ATIVIDADES FÍSICAS, CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS, ETC.OS INTERESSADOS EM ADERIR Á NOSSA PROPOSTA DE TRABALHO E TIVER INTERESSE EM DAR AULAS, FAVOR FAZER CONTATO PELO FONE 3018-0013 (ROSE) NO PERÍODO DA TARDE.UMA REDE SE TECE COM COM O TRABALHO DE GENTE QUE DOA UM POUCO DE SEU TEMPO COM TODO O AMOR DO MUNDO.ISTO É SER LOUCO POR ALEGRIA! O RESTO É MALUQUICE...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O Crack assusta. E os benzodiazepínicos não?
Já tratei deste tema anteriormente, mas diante do lançamento de um novo pacote no dia de ontem pelo governo federal, o qual destina mais de 140 milhões ao enfretamento do crack e outras drogas, volto a uma reflexão que acho fundamental.
A cortina que esconde as causas do elevado consumo de drogas está certamente vinculada às situações sociais e culturais em nosso país. Desde o debate para o acesso às universidade através de cotas para negros estamos afirmando que há desigualdade social, que ela é imensa e que precisa ser enfrentada de forma séria e com efetiva mudança de paradigmas.´
O crack, sub-produto da cocaína tem sido consumido pelo jovens mais pobres. Pelo fato de ser o "resto do resto", custa mais barato. Uma pedra por R$ 1,oo, segundo relatos dos consumidores. A população que consome o crack não é a mesma, na sua maioria que consome cocaína.
Segundo dados das autoridades de saúde e da mídia, temos no Brasil uma epidemia com mais de dois milhões de consumidores de crack. Pelo menos os que foram cadastrados em algum serviço de saúde e saúde mental.
A ruptura com os vínculos familiares e sociais coloca o usuário em uma situação de risco extremo, precisando ser abordado por ações emergenciais de cuidados aos usuários.
Penso que o aumento de mais de seis mil leitos em hospitais gerais, comunidades terapeuticas e caps ad 24 hs serão de grande valia, mas pergunto quais as ações principais de inclusão dos jovens junto com o tratamento. A tal reabilitação associada à reinserção social. Será via atenção especializada? Ações conjuntas saúde, assistência social, esportes, empregos, escolas?
Outra questão que me incomoda enquanto faço essas avaliações: O que estamos fazendo enquanto redes de saúde mental para cuidar dos mais de 2,5 milhões de dependentes de benzodiazepínicos? Esses mantidos através de receitas de medicamentos feitas quase que mensalmente? Esses dependentes silenciosos que não causam transtornos à sociedade porque estão entorpecidos em seus leitos? Que programas sociais os governos possuem para mudar essa realidade silenciosa? Porque os Caps e demais centros de atenção não conseguiram até agora romper com o modelo médico-hegemônico da doença-medicação ou medicalização da vida? Eu quero ouvir as respostas...
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